O Natal de Jesus

O mês de dezembro é próprio para que façamos um balanço do ano que termina, de como aproveitamos o tempo. Com raras exceções a conclusão é que não fizemos nem a metade do que havíamos planejado ou poderíamos ter feito em termos materiais e muito menos em termos espirituais.

O espírito natalino nos contagia e rapidamente começamos a fazer planos para o próximo ano, encobrindo o passado com desculpas de falta de tempo e esquecimento.

O comércio nos busca através de todos os meios para que consumamos mais do que precisamos com o dinheiro que não possuímos. Eis que é tempo de presentes e “quem ama presenteia”.

E assim, a grande maioria comemora o Natal trocando presentes, comendo e bebendo exageradamente, esquecendo da figura principal da festa: o aniversariante Jesus.

Se Ele fosse lembrado a comemoração seria muito diferente. O que se vê em termos de Natal é incompatível com os ensinos, exemplos e vivência de Jesus, que foi sempre simples, humilde, amando num sentido amplo o próximo, fazendo aos outros o bem sem algazarra e desequilíbrios.

Impõe-se uma radical modificação em relação ao Natal. É preciso que o homem compreenda que o Natal de Jesus deve ser o Natal com Jesus.

Nós, cristãos e espíritas devemos aproveitar esta data para, ainda mais, nos consagrarmos à meditação, concentrando nossa atenção para o nosso interior, examinando-nos conscientemente, crescendo em espiritualidade, renovando-nos, renascendo para Deus.

Jesus não é o criador de uma Escola ou fundador de uma Religião. Ele é o Revelador da Lei. Sua missão não teve início na manjedoura nem fim no Gólgota. Ele vem, desde o início de nosso mundo orientando e inspirando o rebanho que o Pai lhe confiou. Jesus é a Luz do Mundo. Ele não coube na História, mas dividiu-a em antes dele e depois dele.

Nascer é iniciar, é dar começo a uma existência em determinado meio. Que influência está exercendo em nós o seu nascimento? Que relação existe entre o Natal de Jesus e a nossa vida contemporânea? Que veio Jesus fazer à Terra, na parte que nos toca?

Todo o valor desse grande acontecimento está na sua relação para conosco. Se esse fato representa uma força viva atuando em nosso espírito, então Jesus nasceu para nós. Se permanecermos sem obter nenhuma melhora dentro de nós, tudo o que fizermos para comemorar o Natal será vão e vazio, visto que Jesus nasceu para nos salvar da pequenez que ainda trazemos, da servidão dos vícios e paixões. Se permanecermos como estamos, escravos do mundo, então Ele não nasceu e nada temos que comemorar.

Não sejamos quais as hospedarias de Belém onde não havia lugar para receber o Divino Mestre menino. Tratemos de arrumar lugar em nossos corações para receber aquele que a mais de dois mil anos insiste em bater à nossa porta, a fim de nos dar a Paz e a Felicidade.

Feliz Natal!

Inspirado no livro “Em Torno do Mestre” Espírito Vinícius, págs. 187 a 194, psic. F.C. Xavier.

Please follow and like us:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *