Livre-arbítrio

Em uma vila da Grécia, vivia um sábio famoso por saber sempre a resposta para todas as perguntas que fossem feitas. Um dia, um jovem adolescente, conversando com um amigo, disse:  “Eu acho que sei como enganar o sábio. Vou pegar um passarinho e o levarei, dentro da minha mão, até o sábio. Então, perguntarei a ele se o passarinho está vivo ou morto. Se ele disser que está vivo, espremo o passarinho, mato-o e deixo-o cair no chão; mas se ele disser que está morto, abro a mão e deixo-o voar”. Assim, o jovem chegou perto do sábio e fez a pergunta: “Sábio, o passarinho na minha mão está vivo ou morto?”
O sábio olhou para o rapaz e disse: “Meu jovem, a resposta está em suas mãos!” [1]

“Deus é tão generoso que te dá a liberdade de plantar o que você quiser; Mas ele é tão justo que você colhe exatamente o que plantou.”

Para a Doutrina Espírita não há destino, não há predestinação, não há sorte ou azar. O futuro é construído todos os dias. Através de pensamentos e ações, o espírito e seu grupo cultural escolhem e determinam seus caminhos, exercitando uma característica indissociável do ser inteligente: o livre-arbítrio.

Com a conquista do raciocínio, o homem adquire também o livre arbítrio, ou a faculdade de escolher, por si mesmo, o caminho a percorrer. Concedendo nos o livre arbítrio, Deus nos proporciona assim, a oportunidade de edificar o nosso próprio progresso, com isso somos os construtores da nossa própria felicidade ou do nosso sofrimento, pois temos a liberdade de escolher o caminho que mais nos agrade.

Desenvolvendo se com a razão, quanto mais se desenvolve o espírito, mais se acentua a sua liberdade de escolha, aliada à responsabilidade individual, do mesmo modo que um adulto pode decidir acerca de muitas coisas que a uma criança não é permitido, pela sua incapacidade de discernimento.

Sem o livre arbítrio seríamos apenas máquinas irresponsáveis, sem culpa pelos erros cometidos ou méritos pelas conquistas realizadas.É através do livre arbítrio que o homem, mesmo que coibido fisicamente, será sempre senhor dos seus pensamentos e de suas aspirações, pois ninguém pode interferir em nossas consciências.

Sendo livre para semear e devendo sempre colher o que foi plantado, compreendemos que a criatura que hoje luta em meio totalmente adverso aos seus desejos ou ideais, é alguém que no passado fez mau uso de seu livre arbítrio e hoje se defronta com as consequências de seus próprios atos, ou seja o homem é sempre responsável pelas suas atitudes, até mesmo quando se desvia do caminho do bem.

Fonte: https://www.uemmg.org.br/cofemg/area-de-infancia-e-juventude/conteudo-programatico/livro/5-o-espiritismo/526-livre-arbitrio

[1] RIBEIRO, Lair. Sua vida em suas mãos. A essência da vida: a arte de viver. Coleção Pensamentos de Sabedoria. São Paulo: Editora Martin Claret Ltda, 1997. p. 57-58. (literatura não-espírita)

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