A cor do mundo

O ancião descansava em tosco banco, à sombra de uma árvore, quando foi abordado pelo motorista de um automóvel que estacionou a seu lado:

– Bom dia! – Bom dia! – Mora aqui? – Sim, há muitos anos… – Venho de mudança. Gostaria de saber como é o povo. – Fale antes da cidade de onde vem. – Ótima. Maravilhosa! Gente boa, fraterna… Fiz muitos amigos. Só a deixei por imperativos da profissão. – Pois bem, meu filho. Esta cidade é exatamente igual. Vai gostar daqui. O forasteiro agradeceu e partiu. Minutos depois apareceu outro motorista: – Estou chegando para morar aqui. O que me diz do lugar? – Como é a cidade de onde saiu? – Horrível! Povo orgulhoso, cheio de preconceitos, arrogante! Não fiz um único amigo! – Sinto muito, meu filho, pois aqui você encontrará o mesmo ambiente…

Vemos nas pessoas algo do que somos, do que pensamos, de nossa maneira de ser. Se o indivíduo é nervoso, agressivo ou pessimista, verá tudo pela ótica de suas tendências, imaginando conviver com gente assim.

É preciso “mudar de óculos”. Evitar “lentes negras”, a visão escura, sombria, pesada, densa… Com “lentes claras”, de otimismo e alegria, enxergaremos melhor, caminharemos com mais segurança, sem tropeços indesejáveis, sem distorções da realidade.

Não é fácil “mudar de óculos”, cultivar otimismo irrestrito, ver o lado positivo das situações e das pessoas, mesmo porque estamos condicionados por seculares tendências negativas. No entanto, em nosso próprio benefício, é preciso iniciar um treinamento nesse sentido. Com boa vontade e perseverança chegaremos lá.

E tudo uma questão de ótica. Tudo fica mais claro e fácil se usamos “óculos’’ adequados. O pior problema, a situação mais difícil, a doença mais insidiosa, a família mais complicada, são aceitáveis, se o olhar vai além das contingências humanas.

Num hospital, especializado em tratamento do câncer, onde é importante uma atitude otimista em favor da recuperação, há significativa e edificante orientação poética, exposta em pequeno quadro. Ela diz tudo sob a ótica insuperável do Cristo :

O Mundo tem sua cor… E você que mede o mundo e o vê como é você. Se você põe óculos de bondade, de amor, Tudo é belo, positivo, Porque positivo e belo está você. Se você é vingativo, Invejoso, egoísta, Vê o Mundo desse jeito, Porque desse jeito é você. Do modo que você fala, Do modo que você vê, Do modo que você pensa, Desse modo é você. Você é a medida do seu mundo, Mas… que felicidade! Que alegria! Se Cristo fosse a medida de você!

Não reclame dos percalços da existência. As situações difíceis podem impedir que sejamos plenamente felizes, mas seremos decididamente infelizes se nos empolgarmos com elas. – Encare com bom ânimo os problemas de cada dia, situando-os por experiências necessárias e valiosas. Quanto mais azedo o limão, melhor a limonada, se usarmos de otimismo – o açúcar da Vida. – Não tente “mudar o Mundo ”, impondo sua maneira de ser àqueles que o rodeiam. Só nos êlícito e necessário mudar a nós mesmos, no empenho por superarmos os aspectos negativos de nosso comportamento. – Harmonize suas aspirações com os objetivos da jornada humana, cultivando os valores do Bem. Nada nos induzirá ao desalento se estivermos empenhados em colaborar com Deus na edificação de Seu Reino na Terra.

Conteúdo retirado do livro ” Uma razão para viver” – Richard Simonetti

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