A Gênese

A Gênese

Tendo sido publicada a primeira edição do Livro A gênese, de Allan Kardec, em janeiro de 1868, completam-se, neste mês, cento e cinquenta anos de iluminação de consciências sobre pontos de interesse comum, mas de interpretações variadas.

Logo na sua introdução lê-se: – “Esta nova obra é um passo a mais no terreno das consequências e das aplicações do Espiritismo. Conforme indica o seu título, ela tem como objetivo o estudo dos três pontos até agora diversamente interpretados e comentados: a Gênese, os milagres e as predições, em suas relações com as novas leis que decorrem da observação dos fenômenos espíritas.”

Trata-se de uma obra magistral estruturada nestes três pontos elucidados em sua introdução: a Gênese; os milagres e as predições.

Na parte referente à Gênese, elucida o caráter da revelação espírita, a existência de Deus, a natureza divina, sua providência, a visão de Deus; o bem e o mal, o papel da Ciência na Gênese, a uranografia geral, o esboço geológico da Terra, as teorias sobre a formação da Terra, as revoluções do globo e as gêneses orgânica, espiritual
e moisaica.

Sobre os milagres, aborda seus caracteres, os fluidos e os milagres do Evangelho.
A respeito das predições, trata da teoria da presciência, bem como das predições do Evangelho, os sinais dos tempos e a geração nova.

É um livro em que ao leitor cabe distinguir a parte apresentada como complementar da Doutrina, daquela que o próprio Autor, Allan Kardec, considera hipotética e pessoalmente dele.

Ao mesmo tempo, é uma obra que remete o leitor à Revista Espírita editada por Kardec à época, visto que a maioria das ideias desenvolvidas no livro foi tratada em
forma de esboço naquela Revista como ensaios destinados a sondar opiniões sobre alguns princípios, antes de os admitir como parte integrante da obra.

Estamos, pois, convidados ao estudo ou reestudo desta magnífica obra, legada pelo insigne Allan Kardec, neste ano em que se comemora o sesquicentenário de seu lançamento e nestes momentos em que os sinais dos tempos e a geração nova já se apresentam como realidades a serem constatadas.

Fonte: Reformador – Ano 136 – nº 2.266 – Janeiro de 2018

*KARDEC, Allan. A gênese. Introdução. Tradução de Evandro Noleto Bezerra.

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